segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Classe A+
Escrevi um pouco sobre isso no começo do Blog e volto agora. Não se mede mais o poder de uma pessoa pela simples posse de bens luxuosos. Com a agressividade do marketing e necessidade de consumo mais massificado, até o Luxo se tornou um pouco mais acessível, podendo ser pago em prestações no Brasil.
Os realmente requintados vêm procurando novos prazeres, mais ligados ao bem estar pessoal que ao acúmulo de bens. Assim, o novo chique é ser aparentemente mais despretensioso e enriquecer a vida em viagens exclusivas, spas maravilhosos, cuidados pessoais, algumas peças de roupa e acessórios que lhes dê real prazer, em combinação com peças básicas e confortáveis. O bem estar e inteligência acima do efeito demonstração. Em realidade, uma expressão de maior segurança, em oposição aos que ainda necessitam mostrar.
A jóia contemporânea, hipermoderna, não contempla fortunas e sim formas e efeitos. O Estilo passa a ser mais importante que o Poder.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Luxo Acima Da Crise - Enquete

Pensando no início do século passado, quando só mesmo os muito ricos tinham acesso à peças de luxo, com segredos de criação e manufatura, e no início deste século quando uma classe ascendente e ávida de status já tinha acesso a produtos de griffe, mesmo que comprados em parcelas, fico imaginando como os tempos mudam mesmo. Porque, antes, acho que os riquíssimos tradicionais só usavam os produtos raros e caros e, agora, estes mesmos riquíssimos são adeptos do hi-lo, ficando muito atual esta mistura, além de criativa, também politicamente correta. Mamão com açúcar.
Que bom que os tempos mudem, que as pessoas se adaptem, que fiquem mais conscientes e saibam medir melhor os valores, tanto financeiros, como pessoais. O Comunismo foi difícil de colocar em prática com justiça e eficácia. Mesmo dentro dos países sob este regime havia uma classe privilegiada. Lembro, em uma visita à China, em 1993, que nossa guia contava o problema de se distribuir a riqueza igualmente para os que trabalhavam mais, ou eram mais competentes e dedicados, e os que não se esforçavam.
Voltando ao preço artificial, o ponto é que, se é possível adquirir produtos muito semelhantes, seja pela cópia, seja pelo uso de materiais modernos mais baratos, seja por que motivo for, por um preço bem inferior, o charme e a exclusividade do atendimento das lojas de luxo dá o diferencial e o clima perfeito de redoma, do mundo a parte, do glamour, do clube fechado, que faz a diferença para os privilegiados que gostam de viver assim. E pagam por isso.
Que tomem cuidado, no entanto, os que gostariam de ser muito ricos e não são, e se deixam levar pelo marketing, pela imagem da perfeição, do modelo imposto para aqueles que são inseguros ou que necessitam muito ser aceitos com imagem de sucesso. Que o mundo possa evoluir para uma convivência mais real, menos preconceituosa e com mais liberdade e respeito à personalidade e recursos de cada um.
Nenhuma loja cara está assaltando quem entra e compra. Ali dentro o mundo real é aquele. E a beleza está no simples ou no luxuoso, no básico ou no supérfluo. Escolha o seu, ou faça o seu mix, já que o foco está na Moda. Vamos deixar que o tempo se encarregue de mostrar o caminho, mas que as pessoas nunca se prejudiquem por serem obrigadas mais a ter do que ser.
É assunto polêmico. Radicais à parte, há muito o que se avaliar e considerar.
Qual a sua opinião?
.
.


